A história de um Inverno rigoroso

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A história de um Inverno rigoroso

Mensagem  Admin em Qua Mar 24, 2010 3:11 pm

Interpretação da 2ª Comunicação de Yátú

A história de um Inverno rigoroso
(Interpretação)
No 6º parágrafo Yátú, através da frase sobre “… o sorriso nunca desapareceu, elevando a moral do povo através do seu amor e dedicação…”, quando se refere há Áquá sua companheira, ensina-nos que mesmo nos momentos de crise, nos momentos de grande tensão, devemos sempre mantermo-nos em harmonia e não deixarmos influenciar por meios externos. Dessa forma estamos a contribuir, através do nosso exemplo, como devemos proceder perante as diversas e adversas situações. Também nos ensina que, através do Amor e dedicação ao próximo, podemos auxiliar os nossos semelhantes por intermédio do bem que poderemos fazer. O Amor é irmã gémea da Compaixão; a dedicação é o espírito missionário.
No mesmo parágrafo, Yátú, confirma de modo inequívoco, a vida para além desta através da seguinte frase: “…ritualizava a passagem dos vencidos, através da “Canoa Sagrada” para a vida eterna…”, mas talvez o mais importante, porque em relação a esse assunto já não nos resta dúvidas, é o facto dos nossos familiares e amigos e, também de outras épocas, se juntarem à nossa chegada na outra dimensão para além desta vida: “…juntando os seus espíritos com os nossos antepassados…”.
Outro facto a salientar é que somos seres individualizados e com uma energia/frequência individual. No Xamanismo os Animais de Poder são Arquétipos, são energia com determinada característica e é nesse sentido que Yátú se refere aos animais. Refere-se à energia/frequência que alcançamos nesta vida através do nosso crescimento espiritual: “…e cada um deles com o seu animal à espera.”
No parágrafo seguinte Ele diz-nos que o mundo espiritual é a única vida que realmente existe, onde é realidade e não nesta que é temporal, através do seguinte: “Para lá das grandes montanhas está a sobrevivência do teu povo.” Entendesse as grandes montanhas como o que separa os dois planos; sobrevivência como vida eterna e o povo como a colectividade de espíritos.
Ensina-nos a confiar e aceitarmos o que temos, assim como promover essa forma de estar no mundo, sem revolta, sem ofensas em relação há providência e, com esta atitude de confiança, aquilo que precisarmos teremos. No fundo é o “Pão-nosso de cada dia”, é a abundância porque abundância, ao contrário do que se diz, não é ter muito mas o suficiente para o nosso dia-a-dia e podemos verificar este ensinamento através desta frase: “…e nunca te revoltas nem me descoras, nem permites que o teu povo o faça. Desejo-vos a graça da caça para alimentarem os vossos corpos famintos.”
Na continuação desta frase Ele diz-nos que precisamos de ajuda de outros Seres, que temos de ir ter com Eles mas, como é óbvio nesta situação, é através das nossas acções, palavras e pensamentos e dessa forma atraímos os bons espíritos para nos auxiliarem na nossa tarefa existencial de evolução, enquanto espíritos, se não vejamos: “…Terão que ir ter com os irmãos búfalos e traze-los para mais perto de vós, pois eles estão longe!”. É bom não esquecer que é através da carne extraída dos búfalos que a vida continuava a existir para haver evolução, ou, dito de outro modo, é com ajuda desses Seres espirituais que poderemos evoluir.
No 9º parágrafo fala-nos num grupo de voluntários.: “…Foi necessário um grupo de voluntários para tal empreitada…” Este grupo de voluntários não é mais nem menos que aqueles espíritos mais evoluídos que encarnam para nos auxiliar na evolução espiritual do Planeta Terra. Dentro deste grupo, a título de exemplo, poderemos considerar aqueles que, por onde passam, deixam a sua marca através das boas acções praticadas, são aqueles que surgem como exemplo a seguir, que ajudam aqueles que querem evoluir, que se sacrificam pelos seus semelhantes.
Também nos diz que nenhum espírito livre é obrigado a reencarnar “…Ficou decidido que nenhum de nós seria obrigado a partir…”, mas quando encarnam ficam sujeitos há Lei Cármica em qualquer situação: “…e respeitaríamos a tradição mesmo nesta situação calamitosa.”
No parágrafo seguinte ficamos elucidados sobre dois aspectos importantes: “… reuniu-se um grupo de 15 bravos guerreiros que voluntariamente ofereceram-se para esta perigosa missão.” 1º Aspecto é sobre bravos guerreiros. Quem são estes “bravos guerreiros”? São todos aqueles que, através da prática do bem, através das boas acções, palavras e pensamentos, através das preces, da Caridade, do Amor, da Compaixão aniquilam a maldade que ainda reina entre a humanidade. Devido à luta constante entre o bem e o mal, num sentido figurado, são apelidados de guerreiros. O 2º aspecto é de veras interessante: “ofereceram-se para esta perigosa missão.”. Porquê perigosa missão? Pelo simples motivo que é muito mais fácil falharmos a nossa tarefa do que a concretizarmos e, por outro lado, não raras vezes aqueles que se dedicam à causa são considerados esquisitos, são incompreendidos e, por vezes, marginalizados ou internados em manicómios pelo simples facto de serem pessoas diferentes.
No 11º parágrafo encontramos: “…o sacrificar da própria vida para o bem da comunidade era um acto de heroísmo, dos mais louváveis entre nós …” Não pode existir dúvidas de tão profundo ensinamento. Yátú nos ensina que o sacrifício da nossa vida terrena tanto nos aspectos materiais como do nosso comodismo, como também da abnegação dos nossos prazeres e bem-estar em prol dos outros, é um acto louvável. Sair de casa, numa noite fria e ventosa, para ajudar quem o solicite é um acto de coragem dos mais heróicos. Deixar o nosso bem-estar e nossas diversões para estudarmos, reflectirmos, crescer espiritualmente, e fazermos algo pelos outros, aliviando o sofrimento e ajudá-los a encontrar o caminho é, sem dúvida alguma, fazer algo para o bem da comunidade.
No parágrafo 13 existe mais uma alteração de dimensão. Se tivermos atentos verificaremos que tão depressa fala no mundo desencarnado como no mundo encarnado. Neste parágrafo refere-se ao mundo desencarnado. Fala-nos da reencarnação e na esperança depositada nessas entidades no auxílio à humanidade: “… puseram-se a caminho. Deixaram a aldeia pela “Porta Grande” levando a nossa esperança de sobrevivência com eles.” No fundo está-nos a dizer que estas entidades reencarnaram e que, no mundo espiritual, a expectativa do sucesso da missão é levado em conta.
No 14º parágrafo há uma referência muito importante que é a seguinte: “…acompanhei meus irmãos na sua longa caminhada que tiveram de enfrentar.” Quando estamos no plano material, as entidades espirituais simpáticas acompanham-nos. Aqueles espíritos que, no plano espiritual combinaram ajudar-nos na nossa caminhada evolutiva, estão junto de nós para nos auxiliar-nos quanto solicitado ou quando for permitido, tenhamos nós consciência desse facto ou não. São a esses Seres que chamamos de Guias, Mentores espirituais, ou mesmo a Providência.
No parágrafo seguinte alerta-nos para várias possibilidades de falharmos no que nos propusemos fazer nesta: “Os perigos espreitaram a todo o momento…”. É desta forma que nos dá a conhecer que várias armadilhas são colocadas no nosso caminho. Surgem cenários dos mais fantástico se possa imaginar, aparecem situações várias distracções onde empenhamos o nosso tempo sem, contudo, levarmos a nada. Aparecem situações que só atrapalham e atrasam o nosso desenvolvimento. E o quem provoca essas situações adversas? Ele próprio dá a resposta: “…Forças exteriores apoderaram-se deles constantemente. Não queriam de forma alguma que fossem bem sucedidos.” Estas forças exteriores são espíritos que se aprazem no mal, que não desejam a evolução e, não menos importante, que em vez de saldarmos o nosso Carma, ainda o acrescentemos mais e, dessa forma, falharmos o que nos propusemos efectuar para não sermos bem sucedidos. Reforçando esta ideia Ele continua: “…e, deste modo, não só atrasaram a caminhada como ia esmorecendo a moral do grupo. Perderam-se do caminho devido às intensas nevadas que teimaram a os acompanhar, mesmo durante o dia, fazendo umas vezes andarem em círculos, outras a aumentar a distância prevista.”. Entenda-se aqui que, o atrasar da caminhada e aumentar o tempo previsto como o dilatar vários processos reencarnatórios até libertarmos das nossas imperfeições para podermos passar para mundos superiores.
No 16º parágrafo Fala-nos da ajuda espiritual quando solicitada. “Tive que pedir ajuda aos irmãos animais para me ajudarem.”. Quando solicitamos ajuda através da prece, quando o pedido é sincero e de coração e visa um propósito sublime, o socorro nunca é negado!
Como diz a voz do povo, Deus escreve direito por linhas tornas. Não raras vezes, o que julgamos ser a nossa desgraça acaba por ser a nossa salvação para não falharmos nesta vida: “impedindo deste modo a continuação da expedição, obrigando-os a mudar de direcção que, deste modo, foram dar ao caminho correcto…”.
O 18º parágrafo é de uma importância extrema. Yátú descreve 3 situações possíveis quando estamos encarnados. Uma das situações é quando desistimos da vida e regressamos ao nosso verdadeiro “Lar”, ou seja, para a vida extra corpórea: “…Uns desistiram e quiseram voltar para trás e morreram…”; outros estagnaram e esqueceram o propósito que os trouxe até à vida corpórea e que se acomodaram e nada fizeram para evoluírem: “…outros pararam no caminho e preferiram esperar…” e por último aqueles que souberam aproveitar esta oportunidade de estar encarnado para evoluir: “…outros porém, no sentido do seu dever, sabendo que a sobrevivência da tribo dependia deles, armaram-se de coragem férrea, despediram-se dos demais e, sem olharem para trás, continuaram bravamente a “grande caminhada”. Sem pretendermos entrar em pormenores apenas fica esta informação por uma questão de espaço, pois, cada situação analisada a fundo daria, no mínimo, para um livro. Devemos contudo fixar a última situação porque, de facto, é a que nos interessa. Se temos uma tarefa a cumprir, então cumprimo-la. Se alguma situação nos “amarra” e não nos deixa caminhar, só há uma solução, livrar-nos dessa amarra. Existem relações que nada mais são do que “amarras”; é necessário termos coragem de desamarrar-nos e seguir em frente desbravando o caminho evolutivo.
Mais uma vez Yátú dá-nos a conhecer o que se passa do outro lado do “véu”. “…encontraram uma tribo nómada que se encontrava acampada…”.Quem é esta tribo? Uma tribo, não é mais que uma comunidade e comunidade é uma colónia. Então a resposta é cabal. Esta tribo são espíritos que vivem em colónias espirituais que assistem o Planeta Terra e, mais nos informa: “Esta tribo nómada alimentou-os, cuidou das feridas e partiu em socorro daqueles que tinham ficado para trás, paralisados na caminhada.”. Sem dúvida que nos diz que, nessas colónias espirituais, a ajuda é sublime; alimenta nosso espírito de esperança e de fé que, um dia, iremos cumprir aquilo que nos propusemos, cuida das nossa feridas que são os remorsos de uma oportunidade desperdiçada e as vicissitudes adquiridas, como também, danos causados no nosso corpo espiritual; partem em socorro, em auxílio daqueles que estagnaram, que se esqueceram de quem eram e vagueiam pelo astral perdidos e sem conhecimento da situação em que se encontram e mesmo resgates na zona conhecida por Umbral.
No 20º Parágrafo ficamos bem elucidados que o processo reencarnatório é temporário, quando Yátú nos diz: “Os seus guerreiros despediram-se temporariamente dos seus entes queridos e juntando-se aos meus irmãos...”. Isto quer dizer que a vida espiritual é a verdadeira e única e que, temporariamente é que vimos há Terra. É importante termos esta noção. A vida aqui, neste plano, é transitória, tem fim enquanto que, no outro plano de existência, é eterna. Agora a grande questão que se coloca é: O que representa 80, 90, 100 anos perante a eternidade? É bem menor que o mais pequenino grãozinho de areia no deserto do Saara! Será que vale a pena tanta guerra, disputas, divertimentos, ante o trabalho que nos propusemos efectuar antes de reecarnarmos? Será que 100 anos a dedicar-nos à nossa evolução é demasiado tempo perante o tempo infinito? Para estas questões o melhor será meditarmos sobre elas.
Estes entes queridos são os familiares e amigos de outras vidas mas, também, aqueles que em vidas pretéritas fizemos o bem. O bem que é feito nunca se perde, bem pelo o contrário, fica registado nos corações daqueles que o receberam, assim como o mal praticado. A grande diferença reside tão só num aspecto; Através do bem fazemos amigos que estão sempre prontos a nos auxiliar e através do mal criamos inimigos que também eles estão sempre prontos a nos prejudicar... A diferença é grande, bem versus mal, Amigos versus inimigos.
“...iniciaram a tarefa de incentivar a manada a caminhar em direcção da minha aldeia. Pouco tempo depois a tribo nómada, também ela, pôs-se em marcha para virem ao nosso encontro.” A tarefa destes nossos irmãos espirituais é de nos ajudar a caminhar na direcção da perfeição moral, espiritual, na direcção correcta, incentivando-nos, aparando-nos nas nossas fraquezas, curando as feridas produzidas pelas nossas quedas, alimentando-nos de Amor e Esperança. “em direcção da minha aldeia.” Em direcção da minha aldeia diz Yátú porque Yátú é um Ser extra corpóreo. A aldeia do Yátú é o mundo dos espíritos, é o mundo da verdade e da vida.
“Pouco tempo depois a tribo nómada, também ela, pôs-se em marcha para virem ao nosso encontro.” Quando o homem está preparado, desperto e faz-se merecedor por suas acções e pensamentos os nossos irmãos espirituais vêm ao nosso encontro para, caridosamente, auxiliar-nos nas nossas tarefas sublimes.
O resto do texto também está carregado de ensinamentos e simbolismo. Agora cabe a si, com o que já foi dito, decifrar o resto.

Yátú, obrigado pelos teus preciosos esclarecimentos e colaboração.

Mário Cardeal
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