A força da mulher indígena

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A força da mulher indígena

Mensagem  Admin em Seg Mar 08, 2010 5:22 pm

A força da mulher indígena

Tem sido dito que a posição da mulher é o teste da civilização, e isso nas nossas mulheres era seguro. Nelas, estava investido nosso padrão de moral e a pureza de nosso sangue. A esposa não recebia o nome do marido sequer, entrava para seu clã, e as crianças pertenciam ao clã da mulher.

Toda a propriedade da família era mantida por ela. A descendência era traçada na linha materna, e a honra da casa estava nas suas mãos. A modéstia era seu adorno-chefe; consequentemente a mulher mais nova era normalmente silenciosa e reservada, mas uma mulher que tivesse atingido a maturidade dos anos e a sabedoria, ou que tivesse demonstrado uma coragem notável em alguma emergência, era às vezes convidada para sentar-se junto com o conselho.
Desta forma ela comandava de forma incontestável dentro do seu próprio domínio, e era para nós uma torre de força moral e espiritual, até a chegada à fronteira do homem branco, o soldado e o comerciante, que com bebidas alcoólicas destruiu a honra do homem, e através do seu poder sobre um esposo indigno comprava a virtude da esposa ou de sua filha. Quando a mulher caiu, a raça toda caiu com ela.
Antes que esta calamidade caísse sobre nós, você não conseguiria encontrar em nenhum lugar um lar mais feliz do que aquele criado pela mulher indígena. Não havia nada de artificial sobre sua pessoa, e muito pouca falsidade no seu carácter. Seu treino precoce e consistente, a determinação de sua vocação, e, acima de tudo, sua actitude profundamente religiosa, deu a ela a força e estabilidade que não poderia ser superada por nenhum infortúnio.
A mulher Cherokee na época da descoberta das Américas tinha mais direitos e privilégios do que a mulher casada de hoje. As mulheres não somente possuíam a propriedade, participavam tanto das batalhas nas guerras e dos conselhos de guerra, mas também sentavam-se com os concelhos civis de paz.
A linhagem era traçada através de seu clã. No casamento, no novo esposo deveria viver com o Clã de sua esposa. Para obter um divórcio, a esposa simplesmente colocava os pertences pessoais para fora da porta da tenda. Não havia nenhum tipo de embaraços legais sobre a divisão da propriedade ou a custódia das crianças, pois toda a propriedade de qualquer valor já pertencia a ela, e as crianças pertenciam ao clã.
As mulheres de hoje têm percorrido um longo caminho para alcançar o seu "lugar ao sol", mas não alcançaram ainda a posição da mulher Cherokee à época da descoberta.
The Soul of the Indian
Dr Charles Alexander Eastman, 1911
born Ohiyesa of the Santee Sioux, in 1858
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